Na última edição da Kerrang, onde Joey foi capa, ele fala um pouco sobre Paul, o Slipknot e como eles se conheceram. Confira alguns trechos da entrevista:
Com a morte de seu melhor amigo e companheiro de banda, 2010 foi um dos anos mais difíceis da vida de Joey Jordison. Em uma entrevista rara, ele fala para a Kerrang sobre o que ele vem passando nos últimos nove meses e o que espera do futuro.
Ano passado, no dia 24 de maio, Joey estava voltando da turnê americana com Rob Zombie. Era uma situação comum, ele já esteve nessa banda milhares de vezes antes, além do Slipknot, Murderdolls e aparições no Korn, Satyricon, Ministry e Metallica, como foi o caso em 2004. Foi quando seu telefone tocou e seu mundo virou de cabeça para baixo. Era seu empresário ligando para dar a terrível notícia que seu melhor amigo – e companheiro de banda no Slipknot – Paul Gray, havia sido encontrado morto em um hotel em Iowa. Ele tinha 38 anos.
Joey, que é uma pessoa extremamente privada em todas as circunstâncias, não quis falar na época sobre o que estava passando desde que Paul faleceu. Mas hoje ele quer falar com a Kerrang e vamos deixar suas palavras falarem por ele. Esse é Joey Jordison na escuridão e na luz, no passado, presente e futuro.
Há quanto tempo você está na estrada?
Cara… eu nunca não estou na estrada, é constante. Desde que o Slipknot começou em 1999 eu não parei. Sou super orgulhoso de tudo o que fiz, não faria nada de diferente. Sou uma das pessoas mais sortudas que já andou nesse planeta. E meus pais eram tipo “Bom, é isso que ele quer fazer pelo resto da vida dele”. E no meu aniversário, eu cheguei da escola e eles me pediram pra ir no porão pegar um disco do Elton John. Eu pensei “Por que? Cadê meus presentes?”. Então eu fui pegar o disco e quando cheguei lá vi minha primeira bateria. Desde aquele dia minha vida mudou.
Sua amizade com o Paul começou por causa da música quando vocês eram bem jovens não é?
Sim, a gente se conheceu quando a minha banda, o Modifidious, tocou e a banda dele (Vex) abriu. Quando a gente começou a tocar ele começou o pit sozinho e eu pensei “esse cara é demais!”. Éramos duas crianças e foi rápido, e ficamos amigos desde aquela época. Duas crianças que saiam e ficavam ouvindo Death Metal.
E ai veio o Slipknot.
Essa coisa toda do Slipknot é bem interessante, porque Paul vinha me visitar no posto onde eu trabalhava. Eu lembro que eu estava no caixa e ele chegou, e a gente tinha uns planos de começar uma banda juntos. Eu tinha saído do Modifidious e ele estava fazendo alguma coisa com Shawn (Clown). No começo eu não estava interessado, mas ele me convenceu a ver o que ele e Shawn estavam fazendo.
E como isso foi pra você?
Se não fosse pelo Paul, o Slipknot nunca teria começado. Foi ele que me empurrou para a banda. Ele me enganou, mas de uma maneira maravilhosa porque olha só o que nós fizemos. Eu sou a pessoa mais feliz do mundo por ter tido o Paul em minha vida.
Como você descobriu que ele havia morrido?
Isso é muito… muito ruim. A maneira que eu descobri. Eu havia chegado em Des Moines depois de uma turnê com o Rob Zombie e estava animado por finalmente ter um tempo pra descansar em casa. Quando eu entrei no avião, liguei meu celular e meu empresário me ligou e disse “Paul acabou de morrer”, eu fiquei sem reação. Eu estava num avião, do lado de algumas pessoas e estava tentando manter a compostura, mesmo querendo literalmente destruir tudo. Eu tentei ficar calmo e perguntei porque ele estava me dizendo aquilo naquela hora, ele poderia ter esperando até eu chegar em casa. Mas percebi que ele me disse porque não queria que eu ouvisse isso de mais ninguém. Eu entrei em choque. Tentei me acalmar e meu celular começou a acender como uma árvore de natal. Eu fiquei lá, tentando não cair em lágrimas e quebrar meu celular. Ali, no avião.
Após a morte do Paul, você achou que o Slipknot iria acabar?
Não, eu nunca pensei isso, a gente nunca pensou em desistir. Sabíamos que devíamos continuar. Meu amigo morreu mas ele não ia querer que a gente desistisse. O Slipknot não se resume a quem está na banda. O Slipknot é uma vida, uma força. É uma conexão entre muitas pessoas.
"O Slipknot é meu filho, é minha vida."
Pouco mais de dois meses desde que anunciaram a separação da dupla, Meg e Jack White preparam o lançamento de um novo álbum ao vivo do White Stripes. Este novo trabalho, chamado “Live in Mississippi”, será lançado em disco de vinil e trará o registro da última apresentação realizada pela banda, em 31 de julho de 2007.
“Live in Mississippi” ainda não tem data para chegar às lojas e deve ser o primeiro de três lançamentos previstos pela banda.
Jack e Meg ainda guardam na manga um DVD chamado “Under Moorhead Lights All Fargo Night”, com um show realizado pela dupla em Moorhead, Minnesota, no dia 13 de junho de 2000. Além disso o grupo deve lançar compactos em vinil com sa primeiras gravações realizadas pelo White Stripes.
Abaixo as músicas apresentadas pela banda no último show e que devem entrar no disco “Live in Mississippi”:
Stop Breaking Down (Robert Johnson Cover)
Let's Build A Home
When I Hear My Name
Icky Thump
Dead Leaves And The Dirty Ground/As Ugly As I Seem
The Same Boy You've Always Known
Wasting My Time
Phonograph Blues (Robert Johnson Cover)
Cannon/John The Revelator'
Death Letter (Son House)
Astro
Apple Blossom
You Don't Know What Love Is (You Do As You're Told)
In the Cold, Cold Night
I Want to Be the Boy to Warm Your Mother's Heart
Hotel Yorba
A Martyr For My Love For You
Ball And Biscuit
300 MPH Torrential Outpour Blues
Blue Orchid
I'm Slowly Turning Into
Boll Weevil
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